Quarta-feira, 26 de Julho de 2006

II - Diário de Maria

            Três semanas mais tarde, o prazo dado pelo médico estava a uma semana! Maria já pouco conseguia fazer, a barriga que já era grande tinha crescido mais. Mesmo assim, era uma grávida muito gira. Nas últimas semanas, nas suas idas habituais à praia tinha descoberto um membro novo no seu grupo de amigos, um rapaz mais novo do que ela, um pouco mais! Realmente ele a divertia e tinha sido a sua única companhia nas últimas semanas, já tinham jantado juntos, iam ao cinema. Foi uma boa companhia para a Maria, desde que ela contara aos pais que estava grávida, a rigidez e inflexibilidade do seu pai fizera com que a expulsasse de casa, a mãe por sua vez decidiu acordar com a decisão do marido.
 
            Entretanto passaram-se, praticamente, 9 meses em que nem num destes longos e complicados dias, os pais lhe ligaram.
 
            Numa noite a Maria chora, em casa:
 
            - Mãe, tenho tantas saudades suas! Se ao menos não fizesse tudo o que o pai diz. Queria tanto que me tivesse ensinado o que posso fazer com a minha filha.
Até mesmo do pai tenho saudades, pena que é teimoso!
 
            E as lágrimas continuaram, até que se recostou na cama e acabou por adormecer.
 
            Na manhã seguinte, levantou-se cedo, mais animada e com vontade de passear! Tomou o pequeno-almoço, a sua filha não podia sentir fome e decidiu ir passear. Foi para um jardim, sentou-se num banco, estava um sol abrasador, viu imensas crianças a brincar o que a deixou muito bem disposta, agarrar na sua barriga e sorria, na ansiedade de ver o seu pequeno rebento fora do seu ventre.
 
            Levanta-se e vai dar uma volta a pé, vai até a um miradouro, tinha uma vista sobre toda a cidade, que adorava contemplar, mas eis que pelo caminho cruza-se com…
Sinto-me: À espera das Férias...

Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

I - Diário de Maria

            Não queria que nada disto tivesse acontecido. Estou aqui sentada numa cadeira junto à janela do meu quarto, lá fora está um calor, é Agosto, e eu aqui com este “barrigão”. Oito meses, passaram-se oito meses e a barriga não parou de crescer.
            Sabes bebé lindo – com ternura acaricia a barriga – gosto muito de ti! Ponho-me aqui a imaginar, como és. Serás parecida comigo? Estou ansiosa pelo teu nascimento, por outro lado vou sentir falta desta barriga.
 
            E quando perguntares pelo teu pai? Que raiva!!!! Só posso te contar a verdade!
 
            Maria agora no telemóvel e liga, mas ninguém atende do outro lado:
            - Duarte, insistes em não me atender a chamada. Porque me fazes isto? Está quase a nascer e tu nem me perguntas como tem corrido a gravidez! Achas isto certo? Tudo estava bem até ao dia em que me engravidaste! E eu não queria, tu sabes que eu não queria! Fui tão burra, disseste que me deixavas e eu cega pelo amor, dei-me a ti! Espero que tenhas a decência de registar a tua filha, em teu nome.
 
            A Maria adorava estar junto ao mar. Mas, durante toda a gravidez grande parte do seu tempo, foi passado junto ao mar, onde as suas lágrimas se misturavam com o sal do mar, tentando afastar a mágoa do seu coração! Por outro lado, existia a afinidade e a grande alegria, daquela criança que trazia no ventre.
 
            Três semanas mais tarde…
Sinto-me: Bem, embora cansado!!!

Eu

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