Quarta-feira, 30 de Agosto de 2006

V - Diário de Maria

            Ao chegar ao consultório, esperava por ele um médico. O Miguel estava muito preocupado. O médico, basicamente, quis avisar que a Maria não apresentava as melhoras! E que o melhor que tinhas a fazer, era irem para casa. A bebé seria tratada pelas enfermeiras entretanto, e o Miguel não tinha porque se preocupar.
 
            Passaram-se semanas, a bebé, acabou por vir para casa dos avós e o Miguel estava a ajudar imenso. Afeiçoou-se muito a aquela criança, era o motivo que o fazia sorrir, enquanto a mulher que amava se encontrava deitada na cama, sem um único movimento que a fizesse trazer para a vida!
 
            Todos os dias, o Miguel passava pelo Hospital. Sentava-se junto à cama e contava como estava a evoluir a menina. Dizia também que ela estava muito a precisar da mãe e que tinha que se recuperar rapidamente.
Estes foram passos que passaram a fazer parte da vida de Miguel, que nunca se deixou ir abaixo, nem mesmo nos piores momentos. Por outro lado, a chamada que tinha feito aos pais de Maria, no dia em que entrou em coma, fizera com que estes tomassem consciência de que a filha era importante para eles e tornaram-se uma óptima ajuda para cuidar da bebé.
 
            Três semanas mais tarde, ligam do hospital para o Miguel:
            - Estou sim! É o Miguel Abreu?
            - Sim, o próprio!
            - Agradecíamos que viesse ao Hospital onde a Maria está internada.
            - Mas o que se passa? Acordou do coma?
            - Não lhe posso adiantar nada, agradecia que estivesse cá ainda esta manhã!...
RM
Sinto-me: Esperendo as Férias...

Terça-feira, 15 de Agosto de 2006

IV - Diário de Maria

            A Maria cai sobre a cama, sem sentidos. Os médicos agarram na cama e correm pelo corredor e desaparecem ao fundo. A bebé, vai para o berçário e o Miguel fica a aguardar. Foram horas a fio ali à espera de uma notícia, até que o médico saiu para poder falar com ele:
            - A sua mulher teve que ser submetida a uma operação, foi-lhe diagnosticada uma embolia no coração…
            - Mas e como ela está?
            - Lamento mas o quadro clínico ainda é reservado, esperamos que nas próximas horas recupere a ver como está a reagir!
 
            O Miguel ficou sem saber como reagir, sentou-se à espera, sim porque ele ia esperar que a Maria acordasse, não era o melhor momento nem o iria fazer, mas tinha que lhe dizer o que sentia por ela. Enquanto vagueava pelo corredor, via mais bebés que nasciam, mães, pais e familiares felizes com o especial acontecimento. Lembrou-se de avisar os pais da Maria, sabia que os pais não tinham entendido a situação, mas afinal era a filha delas que estava num estado delicado, ali no Hospital.
 
            Falou com eles, mas parecia que não iam ceder.
            Algumas horas depois a porta ao fundo do corredor abre e ouve-se uma voz:
            - É aquele rapaz ali – indicava uma enfermeira.
            - Boa tarde, julgo que falamos hoje ao telefone, somos os pais da Maria.
            - Ah! São vocês – ficou o Miguel meio atrapalhado, mas contente por ter feito chamá-los à razão! – a Maria ainda não demonstrou melhoras, foi-lhe diagnosticada uma embolia no coração! Infelizmente não sabemos se vai recuperar, foi necessária uma intervenção cirúrgica.
            Os pais ficaram emocionados, era notória na cara a dor e o medo que sentiam. Entretanto, o Miguel levou-os à maternidade e mostrou-lhes a neta:
            - É aquela ali, é a menina mais bonita da maternidade. É cá uma mulher, cheia de força!!! – era de facto uma menina muito bonita, tinha muito cabelo, preto e brilhante, usava um fatinho amarelo e dormia, parecia um anjo. Os avós emocionaram-se e fizeram soltar uma lágrima.
            - Não podia deixar de avisar-vos, não podiam perder a oportunidade de conhecer a vossa neta e acompanhar-lhe o crescimento. – diz o Miguel. Após a um som sonoro, ouve-se:
            - Acompanhante de Maria Andrade… acompanhante de Maria Andrade, favor de comparecer junto ao consultório.
            O coração de Miguel pulou, agarrou nas mãos dos pais da Maria, como que pedindo e vai ter com o médico…
RM
Sinto-me: Com calor...

Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006

III - Diário de Maria

            … Cruza-se com o Duarte, o pai da sua filha. Maria não sabia ao certo o que fazer, nem sabia se ele lhe ia falar. Mas ele teve a decência suficiente para se aproximar dela:
            - Estás muito bonita! Sabias?
            A Maria, desviou a conversa:
            - Estou bem e a nossa filha, sim porque é uma menina. Nunca te importaste em saber!!!
            Por entre estas palavras acabaram por discutir e a Maria saiu de lá para não se chatear mais!
Desorientada, vai caminhado e cada vez mais se afasta daquele sítio que tanto a magoou neste momento, embora seja um local que gosta. Vai até à praia, o mar sempre a acalmou, sentou-se e fica ali a contemplar o mar. Na hora da partida, ao levantar-se, nota que está molhada, entra em pânico, as águas tinham rebentado. Dirige-se ao hospital e pelo caminho manda uma mensagem ao Miguel, ao rapaz que conheceu nestas últimas semanas.
            As contracções começavam a aumentar e os intervalos entre elas, tornava-se mais pequeno. Finalmente chegou ao hospital, completamente alagada em suor. De imediato, é levada para observações. Enquanto era observada e realizava a última ecografia, o Miguel chega e acaba e fica a seu lado.
            O tempo de espera para que a dilatação fosse a suficiente parecia sufocar a Maria que respirava a um ritmo muito acelerado, alternando entre alguns suspiros. O Miguel segurava-lhe na mão e limpava-a, manteve-se muito firme, a seu lado, uma óptima ajuda. As contracções eram cada vez mais seguidas e as forças já pareciam faltar a Maria mesmo antes de o parto se realizar. Eis que chegou ao momento, a Maria tenta com que com todas as suas forças consiga deitar ao Mundo a sua filha.
 
            - Vamos, força! – diz o médico – respire e faça mais força!
            - Calma Maria está quase, eu estou aqui a teu lado – Diz o Miguel.
 
            Mas nada que lhe dissessem conseguia abrandar a dor que tinha e a vontade de expelir aquele belo ser do seu ventre e ver a sua filha. E é num grande movimento de contracção que consegue dar à luz, os médicos agarram no bebé que começa a chorar.
 
            - Tem aqui uma bela menina, parabéns ao pai! – diz o médico ao Miguel, que segura a bebé nos braços e nem teve tempo para dizer que não era o pai.
 
            A Maria cai sobre a cama, sem sentidos. Os médicos agarram na cama e correm pelo corredor e desaparecem ao fundo…
RM
Sinto-me: Com muita energia

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