Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

...

Avançaram, abriram a porta o ar gélido daquele quarto chegou até ele, como que tentando petrificá-lo, para não dar aquele passo. Chegaram até ao corpo por identificar, destaparam-no e o Miguel, aí sim, ficou parado, não se moveu e simplesmente deslizaram-lhe pela face duas lágrimas...
-         Você está bem? – perguntou a enfermeira que o acompanhava.
O silêncio uma vez mais fazia parte do momento! Por fim, passados alguns segundos, o Miguel lança um enorme suspiro como que de alívio e diz: - Não é ela!!! Não é a pessoa que eu conheço. – e retira-se!
Nesse momento Miguel dirige-se para casa, contente, para contar a boa novidade, afinal ainda havia esperança!!! Ele entra em casa e rapidamente diz que a Maria afinal não estava lá morta. No entanto levantasse outra dúvida, continuavam sem saber do paradeiro dela. Até que a campainha de casa toca e desta vez sim era a Maria.
-         Maria estás bem? – Indagou a mãe!
-         Sim estou!!! Mas agora preciso descansar! Miguel precisamos de falar mais tarde!
-         Está bem!
 
E assim foi, a Maria foi para o seu quarto, tomou um banho e deitou-se sobre a cama!!! Esta sua ausência, tinha-lhe feito bem, tinha pensado sobre a sua vida, sobre o que queria e não queria, sobre a sua filha e finalmente tinha perdido todo o medo!
Lá em casa, as coisas tinham voltado ao ritmo normal! Mais tarde, Maria levantasse, procura entre as suas roupas um vestido que gostava muito e vestiu-o! Desce as escadas e tenta encontrar o Miguel, pede-lhe que meta a sua filha no carrinho e vão os três passear! Entraram num jardim que a Maria visitava muito e sentaram-se num banco de jardim, em frente a um lago, ouvia-se perfeitamente a água a cair, era totalmente relaxante, mas o momento foi interrompido pelo Miguel:
- Sabes tivemos todos muito medo, que te tivesse acontecido alguma coisa de mal!
- Não vou queria preocupar!
- Não há problemas!!! Sabes hoje à noite tenho uma surpresa para ti, já há algum tempo que espero por este momento, e levas a Lara connosco.
Neste tempo que se passou, o Miguel desenvolveu por aquele bebé um carinho tal que sempre a tratou como se filha dele se se tratasse!
E assim foi, como combinado, o Miguel às 20horas estava na casa da Maria para buscar as suas duas princesas! Ao entrar em casa, Maria já estava pronta e fez com que ele ficasse surpreso com a tal beleza que fazia acompanhar Maria, ela ostentava um vestido longo preto, bem junto ao seu corpo e com alguns brilhos, provocados pelas lantejoulas que o vestido tinha! No alto tinha o cabelo apanhado do qual saía os seu cabelo em lagos aspirais! Estava uma verdadeira senhora!
­- Estou surpreso! Estás linda! – diz o Miguel, que também não estava nada mal vestido, pois fazia-se acompanhar de um belo smoking, que lhe assentava perfeitamente no corpo, o cabelo com gel dando-lhe um toque mais “soft”. Miguel agarrou na Lara deu o braço à Maria e saíram os três. O Miguel tinha reservado um bar na praia só para eles. Um aspecto completamente romântico, veio de velas eu libertavam um aroma no ar perfeito, era a plena harmonia entre o espaço, as pessoas e os odores que pairavam!
A meio do jantar, já com a Lara a dormir, o Miguel teve a oportunidade que queria para fazer a revelação que guardou até este momento, ambos quiseres falar em simultâneo...
- Miguel acho que fiz mal aceitar este jantar! Mas mesmo assim decidi cá vir, somos amigos e vou-te agradecer para o resto da minha vida, um dia teres entrado para a minha vida e ter o privilégio de ser tua amiga, mas não te quero magoar...
- Mas eu não te pedi nada... -  e mete a mão no bolso!
- Eu sei mas antes que te antecipasses, precisava de dizer isto!!! És muito importante para mim e não te quero perder como meu amigo!
- Até parece que adivinhas o que ia fazer!
- Pois! Tu sabes bem o que passei e agora quero simplesmente viver com a minha filha, perdi os medos que tinha e tenho que aproveitar os momentos perdidos que tive!!!
            Obrigado por tudo! Quem sabe o que irá acontecer ainda??? – despediu-se com um beijo muito terno na face de Miguel. Agarrou na Lara e foi para perto do Mar. Os seus pés descalços beijavam a fina areia, sentou-se com a sua filha nos braços e ficaram ali as duas a desfrutar dos som das ondas a bater nas rochas...
 
            [Daqui para a frente a vida da Maria foi-se recompondo a cada dia que passava! A sua filha cresceu, as duas foram muito amigas, deram-se muito bem! E foram as duas felizes, ao lado da pessoa que a Lara sempre conheceu como seu pai!]
 
Fim
Sinto-me: Um Anjinho!!!

Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

IX - Diário de Maria

Era o Miguel. Todos olharam para ele na esperança de terem uma boa notícia.
A Maria?? – Perguntam.
O silêncio continuava... até que o Miguel começou a chorar. Todos ficaram preocupados, o aperto em seus corações foi cada vez maior. O Miguel, volta costas e dirige-se à saída.
-         Mas onde vais?
-         Deixem-me sair, volto já! Preciso respirar.
Embora o desespero em saber o que se tinha passado fosse imenso, todos concordaram em esperar para que ele se ficasse bem. Embora a resposta esperada, já fosse previsível, a esperança persistia em aparecer!
Alguns largos minutos depois, o Miguel volta à sala onde todos esperavam por ele, e começou a falar:
- Bem, peço desculpa por estes momentos, mas não consegui! Esta manhã depois de saber do desaparecimento da Maria, decidi ligar para os Hospitais mais próximo. Tive notícias num deles que tinham o corpo de uma mulher resgatado das águas do mar esta noite e precisavam do reconhecimento do corpo, eu vou lá agora! Só vos vim aqui avisar. Mas peço-vos fiquem em casa, prefiro ir sozinho, quando souber de tudo venho cá ter...
Sem mais palavras o Miguel saí e ficam todos em casa, no estado mais lastimável existente. Naqueles rostos podíamos ver toda a dor e sofrimento estampados na cara deles, rostos cheios de lágrimas...
Os minutos de espera foi dos piores momentos que poderiam ter existido, dado que se encontravam na incerteza de que se tratava ou não da Maria.
 
Por outro lado, o caminho que o Miguel percorreu até ao Hospital foi dos mais penosos que alguma vez tinha feito. Acima de tudo iria ao Hospital reconhecer o corpo de uma pessoa que tanto amava.
Chegou ao Hospital, e logo o fizeram acompanhar até à Morgue, antes de entrar fizeram-lhe ver que seria um acto difícil e quase que cruel e que teria que ser forte:
-         Sabe o que o espera lá dentro...
-... não é fácil! Tem que se acalmar cá fora um pouco, vamos lhe dar alguns minutos para se recompor, para se estabilizar porque assim não chega a lado nenhum! Tem que manter a calma.
            O Miguel simplesmente acenou, afirmativamente, com a cabeça. Acabou por se sentar num banco que ali existia, uniu as suas mãos e ficou ali um pouco a tentar pedir para que a mulher que estivesse lá dentro não fosse a sua amada.
-         Vamos estou pronto!
Avançaram, abriram a porta o ar gélido daquele quarto chegou até ele, como que tentando petrificá-lo, para não dar aquele passo. Chegaram até ao corpo por identificar, destaparam-no e o Miguel, aí sim, ficou parado, não se moveu e simplesmente deslizaram-lhe pela face duas lágrimas...
- Você está bem? – perguntou a enfermeira que o acompanhava.
 
RM
Sinto-me: Há espera do final...

Eu

Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


Ausências Recentes

Desabafo...

Perdoa-me...

Quero-te beijar...

Sozinho...

Sentir...

...

IX - Diário de Maria

VIII - Diário de Maria

VII - Diário de Maria

VI - Diário de Maria

Ausências Passadas

Setembro 2007

Agosto 2007

Maio 2007

Novembro 2006

Outubro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Estou a ouvir

Passaram por aqui